"Obviamente, a maioria das pessoas, e eu me incluo, não vive continuamente num estado de constante atenção plena na impermanência. Mas nós podemos ter a experiência dessa verdade muitas vezes todos os dias. A experiência se mantém fluindo e mudando o tempo todo e o que estava aqui há trinta segundos atrás, já não está mais aqui,. Acho isso realmente um pouco mágico, um pouco misterioso ter essa consciência. Uma imagem que gosto de usar é a de estar num cinema e ser totalmente envolvido pela trama da estória. Então, de repente nos lembramos que estamos assistindo a um filme e naquele momento a magia é quebrada. Essa é uma boa analogia de como vivemos, com frequência : estamos completamente perdidos num filme, mas nada substancialmente importante está realmente acontecendo." - Joseph Goldstein.
Eu poderia aqui citar muitos exemplos de egrégora, a nivel espiritual, e muitos outros,mas vou trazer um exemplo prático com os cavalos, que convivo diariamente.
Cavalos, nos ensinam a Força de Manada, desta "egrégora", podemos assim citar aqui.
Acredito que nossa sociedade, nossa humanidade, necessitar revisar este tema com afinco.
Quando reflito nestes temas, sempre retomo também minha vivência espiritual e meu caminho Indígena, o Nhandereko Marangatu, dito na lingua Guarani.
Em uma aldeia, todos cooperam. Me refiro à cooperar mesmo!
Com compromisso desde muito cedo,na escola tribal.
Comecei minha "escola tribal",na aldeia, aos 39 anos. Nunca é tarde!
Para mim, aconteceu desta forma.
Nesta peregrinação de vida, onde tanto no Brasil como na América do Sul e Norte América, estive com diferentes grupos etnicos que em essência vivem o mesmo sentir.
Egrégora...
Aquele grupo coeso e comprometido a fazer!
Não existe aí, o maior,nem o menor,mas sim um coletivo que respeita a Ordem, Hierarquia, reciprocidade, que gera um equilibrio e harmonia que vão além de "poderes".
A Visão do cacique, por exemplo, é servir ao grupo a que pertence, bem como os Pajés, os Karaís, os servidores e curadores na Tribo.
Se olharem a Manada de Cavalos, perceberão exatamente o mesmo.
todos sabem seus papéis e não discutem, apenas fazem!
Nossa sociedade "evoluiu" apenas na Manifestação material e esqueceu a fonte e modelação dentro deste "processo" evolutivo.
Com isso, acabamos "involuindo" e favorecendo os poderes, acima de uma consciencia coletiva, de familia Universal, de egrégora.
Eu não entendo o mundo desta forma.
Busco seguir a principios ancestrais já tão falados,mas tão deturpados, esquecidos...
Existe um desequilibrio gigantesco em nossa "egrégora" Humana.
Agora, vamos ao que reza o termo "Egrégora":
Começando com o que é, Egrégora é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais), fruto da congregação de duas ou mais pessoas.Ela é formada a partir dos pensamentos esentimentos de um grupo de pessoas. A somatória dessa emanação de consciência forma uma atmosfera de influência. O que irá determinar principalmente o poder dessa egrégora é o número de cada uma das pessoas e a intensidade do seu sentimento. Assim, a egrégora formada pode ser negativa ou positiva. Isso depende das pessoas que estão criando/ sustentando a egrégora, pois ela é a média das vibrações.
Concordam?
A partir disto, poderemos reavaliar nosso contexto até aqui.
É uma forma de fazer as palavras andarem e chegarem aos corações de cada pessoa que assim se sentir "tocada".
Este livro, começou a ser escrito cerca de 2 anos atrás e neste período,minha mãe Zulma, também começava a declinar em sua saúde, vindo à falecer em 2023, 13 de Novembro.
Eu acredito que escrever me ajudou muito a elaborar muitas questões acerca da vida e do além desta Vida: " A vida eterna"...
Aos Cavalos, à Manada,me dirijo com profunda e eterna gratidão,porque eles me acolheram, carregaram meu Espírito, quando eu pensava que não conseguiria lidar com o que se sucedia.
Cada um aqui, saberá o que carrega em suas memórias também e suas questões pessoais, seus mundos.
A caminhada é longa e infinita.Tudo está sempre em movimento e nada se encerra, bem como "tudo passa" e vamos amadurecendo, criando e recriando pontes entre mundos, entre nós...
A minha Família, esposo Raul, filho José Otávio, nora Clarissa, neto Noah, irmã Angela...eu posso dizer à cada um, que vocês estão em mim e todo tempo em que escrevo, nas entrelinhas eu estou falando com cada um.
Os encontros, os reencontros, as relações como um todo, estão na gente. O Antes, o durante, o por vir...
Espero que este livro alcance a quem se sentir Chamado e acreditem, a Manada CHAMA!
A TERRA Chama!
Ao longo deste período eu também recebi muitos presentes do Universo.
Reencontrei uma parte da Familia de meu Pai, que sempre quis retomar e à vocês todos: Taís, Pedro, Alexandre, eu reafirmo que vocês pertencem, TODOS!
E nisto, também me vi no meu lugar nesta Família: Eu sou aquela que veio por último .Nos termos do Olhar Sistêmico, sou a pequena.
Mais uma vez, vejo minha Mãe, meu Pai, avós, e as gerações passadas, vejo também minha irmã Cinthia que partiu deste mundo, há quase 4 anos, vejo o que ela "sofreu" com o quadro de câncer, e muitos outros processos que ao longo da Vida eu presenciei.
Tudo que acontece ao longo de nossas vidas são histórias que cada um vive e cada um tem aí seus desafios, suas conquistas, suas dores, suas perdas, seus olhares de vida.
Ninguém sabe exatamente como o outro viveu isto ou aquilo...
A gente pode até, ter uma idéia,mas as sandálias do outro são do outro.
E cada um sente de diferentes maneiras,tudo!
Eu gosto de silenciar e falar com a Terra. Contei aos Cavalos, as éguas, aos potrinhos, coisas que nunca consegui expressar,mas fui escutada e recordo tardes em que sentei no campo, com as éguas da Cabanha Madre Hilda, que ficaram aqui por uns tempos e ao ver ali, um circulo somente de éguas e seus filhos, eu pensei:
A Força de Mãe! E as lágrimas transbordaram sem tempo de cessar...Me entreguei totalmente aí!
Me entregar não é difícil,eu tenho certa "facilidade" nestas entregas.
Não sou muito de forçar nada.Sou como os animais ,cavalos, gatos, cães, e também me identifico com as pequeninas criaturas como as formigas, as abelhas, os insetos em geral, pois vejo suas fortalezas e a ordenação perfeita entre eles.
quando digo que NÃO gosto de forçar nada, é que respeito tanto meu espaço sagrado como do outro.
Às vezes, creio, para algumas pessoas, possa parecer que sou um tanto reservada.Acredito que sim. Não me imponho na vida de ninguém e também não gosto que se imponham a minha.
Sei lá...sou bicho do mato!
Ser do mato, ser da Terra, da forma como compreendo e vivo, é respeitar espaços, tempos, ritmos...
Tudo deve ser aí RESPEITADO.
Mas, para não me estender demais, nem fugir do tema em questão, deixo vocês com EQUUS & ECOS do Espírito e acreditem, tudo ressona!
Que possa fazer sentido à vocês queridos leitores(as), amigos, irmãos(ãs), Familia...
A Vida me concedeu uma grande familia...
Reverencio a familia de origem e a Familia Universal.
Um forte e fraterno Abraço
Até breve
Que possamos silenciar para escutar .
Os cavalos mostram no seu silêncio, precisamos prestar atenção.
Antes de relatar o que me trás aqui neste momento, é importante dizer que SIM, já senti os Anjos na Terra.
Sinto a presença Divina destas forças entre Céu e Terra, desde sempre.
Já vivi muitas situações de risco, desafiadoras por demais.
Este momento do RGS, me trás muitas lembranças acerca da Vida que vivi e vivo.
O Horizonte que vislumbro carrega um sentir que vem da força do Espirito. Nós carregamos em nossas almas, nossos espíritos, nosso ser, um desenho, um desenho, ou réplica desta fonte de emanação Divina, em suas formas Feminina,Masculina, nos reinos, minerais, vegetais, animais...
Somos assim.Está além de crenças, visões, filosofias...Simplesmente somos...
O que tenho visto nestes já mais de 20 dias de chuvas intensas no RGS, da maior tragédia climática que já se viveu por aqui, superando 1941, tem sido um cenário de "Guerra",mas interessante é que neste cenário, estão se movendo forças de Vida, de Solidariedade, de Resiliência, de Amor a vida e ao próximo, como nunca tinha presenciado!
Tenho 62 anos e como dito acima, já vivi muitas situações...
Não se trata aqui, de pessoalizar, aliás, outra questão neste momento é que caíram por terra os protagonismos, as vaidades, os "lados", as "visões" politico partidárias, as nomenclaturas de "classes", ou seja lá o que for!
A Humanidade parece ter despertado de um sono profundo de si mesma, de sua "cegueira" e intransigências outras...
Porto Alegre/RS, está conquistando algo que ainda não se "classifica", não se descreve em palavras...
Vem do Alto, vem do Céu, da Terra e dos corações de cada Gaúcho(a) de todas as querências.
Vem de outros lugares desta Terra, Brasil e vai para além do Brasil...
Sabemos que o mundo vem testemunhando muitas catástrofes climáticas, e outras,mas os olhos,corações, Espíritos, estão voltados parece que somente ao Rio Grande do Sul.
Ontem à noite, recebi um apelo de uma amiga que estava muito nervosa,angustiada por seus parentes estarem em um local que estava inundado e sem acesso por carro.Ela ,"L",me disse:
Por favor, conheces alguém que possa resgatar minha familia no Chapéu do Sol? Um bairro aqui da Zona Sul de Porto Alegre/RS.
Desde o principio desta "tragédia", procuramos gerar um grupo de conexões para soluções.Ali,algumas pessoas amigas, conhecidos, estão para oferecer algo em socorro de alguém.
Ali se encontram Psicólogos, Terapeutas, como eu mesma, entre outros dispostos a auxiliar,pessoas, animais...
Sinto como vocês, muitas vezes impotente,mas também aprendi a buscar fazer o que me toca, dentro do que disponho e assim vamos todos, como um corpo ,uma força coletiva, fazendo o que se pode e buscando reunir mais pessoas neste socorro.
Foi neste momento que comecei a buscar alguém que pudesse auxiliar esta amiga "L" e seus familiares.
Meu esposo e eu, buscamos inicialmente com a defesa civil, mas alegaram não ter, diante da demanda, condições neste socorro, dado ao difícil acesso com carro.
Simultaneamente, havia ligado a um "irmão" E.Cunha, Bombeiro.
Cunha, logo nos atendeu e prontamente fez a ponte com seu outro "irmão" de Jornada, o Paulo Siqueira.
Paulo nos atendeu igualmente, imediatamente e como uma flecha, certeira, ele articulou com seus amigos de farda, de vida, Bombeiros,Militares,Exército e Brigada, para socorro desta familia,mas foram além!
Haviam cerca de 200 pessoas a serem resgatadas!!
Agora, vou transcrever as Palavras do Paulo Siqueira, que traduzem o Espírito dele e também dos seus companheiros...
Fica nossa infinita e eterna Gratidão.
Sentir-se grato também é um ato que força de vida e reciprocidade.
Quando Paulo me disse:
Não necessita agradecer...logo ele complementou:
"Agradece ao Exército que prontamente nos atendeu"...
"O agradecimento de "hoje", já recebi no olhar de cada criança que passou por nossos braços"...
Pois é Paulo, mas isso compõem um corpo, um coletivo e "se" você não fizesse a ponte...ou não nos atendesse prontamente, talvez estas pessoas não tivessem aguentado.
"O trauma se manifesta de várias maneiras diferentes. Cada pessoa lida e reage de forma diversa. Por isso, ao sermos confrontados com ele, pode ser bastante difícil lidar com as emoções. E para cada indivíduo há uma abordagem específica para superar o trauma."
Sim, estamos vivendo um período altamente desafiador e traumático.
A inundação de nosso RGS, certamente está nos desafiando a termos Fé, Calma, resiliência e uma série de outros desafios que não somente ocorrem neste agora, mas que já se reflete no amanhã.
As chuvas deste início de maio provocaram as maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul. O grande volume de água atinge 385 cidades - mais da metade dos municípios gaúchos -, vem deixando bairros inteiros submersos e provocando a evacuação da população de áreas de risco para abrigos públicos.
Boletim das 12h de segunda (6/5)
Municípios afetados: 364
Pessoas em abrigos: 20.070
Desalojados: 129.279
Afetados: 873.275
Feridos: 291
Desaparecidos: 111
Óbitos confirmados: 83
Óbitos em investigação*: 4
*Está sendo apurado se os óbitos têm relação com os eventos meteorológicos.
Fonte: Defesa Civil
Ressignificando as tragédias
Não responsabilizar o outro pelos seus problemas e dificuldades, exercitar o não julgamento, respeitar as pessoas como elas são, não olhar apenas para o comportamento de uma pessoa e sim para aquilo que atua sobre ela. Não separar os bons dos maus, mas buscar a reconciliação entre todas as criaturas.
Em síntese, esses são os princípios que norteiam a terapia conhecida como Constelação Familiar, abordagem sistêmico-fenomenológica em que o terapeuta, aqui chamado de constelador, vai trabalhar com os conteúdos que emergem do campo sistêmico do cliente, não criando conceitos e teorias. Apenas mostrando aquilo que está oculto e atuando sobre a pessoa de forma inconsciente.
Os dados acima, foram coletados em sites seguros, como da defesa Civil e o site : O Tempo, sob a ótica sistemica, ressignificar as tragédias e é neste raciocinio que venho aqui compartilhar com vocês oque já venho mapeando a alguns anos.
Sou Terapeuta Sistêmica e também facilitadora em jornadas transpessoais terapêuticas, onde reúno cá, minhas ferramentas também fundamentadas na leitura somato emocional, fundamentos ancestrais e vivências diretamente com diferentes culturas e tradições, bem como crenças, filosofias e psicologia relacionada a estes assuntos.
Tenho a dizer que o RGS carrega sua história e esta, deve ser também avaliada para que possamos trazer à luz da consciência, aspectos que muitas vezes ficam "invisíveis" aos olhos, ao sentir...
Quero dizer que estas tragédias que hoje vivenciamos, também já existiram em outras décadas e por isto, refletem um campo transgeracional,também.
Já vimos, nossos Pais, talvez, citarem a enchente de 1941,porém o RGS já viveu outras catástrofes climáticas pelas águas, em outras épocas,lá pelos anos 1800...então, temos aí, registrada uma dinâmica desta Terra que abraça tantas culturas, tantas tradições, não?
Então, esta memória ,estes traumas passados, se refletem de alguma forma agora, mas, o que fazemos então?
Não temos aqui, a pretensão de gerar uma chave para isto, mas sim, integrar forças de Vida, da própria Terra, desta nossa Terra,deste Estado,RGS.
Aqui, tivemos muitas batalhas, por exemplo, a Revolução Farroupilha, que durou 10 anos!
Tudo isto, gerou uma memória,concordam?
Digamos que nossa natureza é aguerrida.Um povo que não foge à luta,mas também, ainda guarda em sua história, muitas marcas, marcas trágicas!
Agora, estamos vivendo este cenário de "guerra" e toda Guerra, deixa marcas que não se apagam, apenas, as guardamos lá, em um compartimento de nós mesmos.
O Olhar sistêmico trás à LUZ, o que necessita ser reconhecido e ressignificado.
Todas estas pessoas, que perderam suas casas, perderam entes queridos, pessoas, animais...Todos nós, direta e indiretamente, estamos aí , vivendo esta tragédia, certamente a maior deste século e de outros...
Procurar olhar para tudo como foi e ver, realmente o que toca a cada um, também é tarefa de cada um de nós.
Como Terapeuta Sistêmica, busco olhar para este "campo morfico" e ver também meu lugar aí.
Há situações, em que realmente somos pequenos!Muito pequenos!
Estamos vendo dia após dia, cenas em que pessoas não puderam ser resgatadas, nem os animais e vieram a óbito.
O que busco neste contexto é não deixar que suas vidas passem desapercebidas. Que estas vidas, sejam reverenciadas, honradas por nós.
Que possamos avaliar profundamente nosso papel em sociedade, coletivamente,bem como a forma como nos relacionamos uns com os outros, indo além de crenças, filosofias, partidarismos...
Que todos sejamos respeitosos com a Terra, com toda forma de vida que aqui habita.
Que possamos respeitar pontos de vista, modo de ser, de cada um.
Possamos avaliar melhor a cartilha de nossos comportamentos, ideais, valores...
Ofertar nosso melhor, agradecer todos os dias, por estarmos vivos!
Constelar, tem me auxiliado a auxiliar ,então, por isto trago estes olhares aqui.
Talvez, olhando este cenário com outros olhos, possamos ir além do aparente e traçar um plano daqui para frente, diferente do que até então estivemos praticando.
Fica esta simples partilha e também minha disponibilidade para auxiliar a nivel emocional.
Minha leitura de vida sempre foi que : Não busquemos desculpas por não fazer e SIM, razões para fazer!
A FLECHA é uma ferramenta de amplos significados no Universo Indígena e hoje, um instrumento que também utilizo nos trabalhos que desenvolvo.
O primeiro e decisivo êxito de nossa vida foi nosso nascimento. Quando tivemos que vir ao mundo através de nossas próprias forças, sem intervenções externas, foi a melhor maneira e a que teve as mais vastas consequências. Pela primeira vez, tivemos que demonstrar nossa capacidade de nos impor.” Bert Hellinger
Começo este tema voltando um pouco no tempo...
Quero me reportar aos meus 7 anos, 8, 9 e dez anos...
Sim, tudo tem um antes e meu antes, aqui precisa ser visto.
Sou a mais nova de três filhas e na época em questão, meus Pais eram vivos e minha diferença de idade em relação as minhas irmãs, era, considerável na época.
A irmã do meio, era 4 anos mais velha e minha irmã mais "velha", tinha 7 anos de diferença.
Ambas, já namoravam, saiam para reuniões dançantes, enfim, tinham suas vidas de adolescentes, como toda adolescente.
Eu, uma criança ainda que brincava com suas bonecas, sonhava muito, sobretudo em ganhar uma bicicleta "caloi" vermelha!
Minha mãe, não trabalhava fora,meu Pai sim,mas era assim nesta época, lá pelos anos 1970...
Como toda criança, observava muito minha mãe na cozinha e adorava ver o que ela fazia,como fazia e meu Pai, que era muito brincalhão conosco,mas mais comigo, creio...
A gente enxerga os Pais como "super heróis" e eu via tanto minha Mãe, como meu Pai, como duas pessoas super dotadas!
Mas, eu andarilhava com meu Pai, normalmente ele me ensinava lutas, me ensinou a jogar tênis, desde os 7 anos e nós sempre estávamos juntos, como eu disse, talvez por eu ser a pequenina.
Crianças captam muitas coisas e comigo não era diferente...
Escutava muito, minha Mãe falar sobre dificuldades financeiras com meu Pai, sobre as filhas terem necessidades e sentia a preocupação deles,neste sentido e tantos outros...
Bem, vou buscar ir direto ao ponto,até porque,é apenas um raciocínio que estou aqui desenvolvendo.
Nossa vida não era tão fácil, me refiro aos aspectos financeiros,principalmente.
Tínhamos meia bolsa de estudos na escola Sévigné, uma ótima escola de freiras na rua Duque de Caxias, em Porto Alegre/RS ,que existe até os dias de hoje.
No dia 20 de Maio de 1972, após eu completar 10 anos, meu Pai veio à falecer em um campeonato de Tênis e desde então, minha vida, nossas vidas, sofreram muitos abalos!
Minha mãe teve que buscar trabalho,o que conseguiu em um prazo curto de tempo,mas o que devo destacar aqui, é que em um olhar de uma criança de dez anos, ficar sem a Mãe por perto e sem o seu "Herói", foi algo avassalador, que por muito tempo me causou muitos medos, tristezas e raivas que escondi em um poço bem fundo dentro de mim.
Os anos iam passando, fui crescendo...lidando comigo mesma,porque sempre via minha mãe preocupada com nosso sustento, sendo algo que me tirava o sono ver a ela tão triste e tão angustiada!
Lá por meus 13 anos, consegui meu primeiro emprego,como auxiliar de secretária...
Nunca tive muita sorte com empregos. Eu conseguia,mas era fogo de palha, não por minha responsabilidade,mas por circunstâncias onde eu sempre acabava "perdendo"...
E quero aqui voltar ao fato de que meu Pai, sempre enfrentava os mesmos desafios.Ele não criava muitas raízes nos empregos, acabando também perdendo...
Agora vou dar um pulo nesta história para que possam compreender o porque do titulo: O Sucesso profissional, O que é? Aqui começo a cruzar a visão sistêmica, como Terapeuta Sistêmica.
Hoje eu sei. Hoje eu vejo, olho para tudo como foi e percebo que também, de alguma forma tomei indevidamente muitas coisas.
Trabalhei desde cedo e ao longo da vida, mais doei do que recebi.
Eis aí um desequilíbrio, uma disfuncionalidade, concordam?
Estou com 62 anos e confesso que pelos tantos cursos, vivências, dentro do que faço, talvez, por um olhar " corporativo", de um sistema altamente competitivo, tivesse reunido aí,muitos "ganhos",mas o que são "ganhos", o que é sucesso?
Me refiro para você que lê aqui este breve relato.
O sucesso para mim, não se mede por cifras, definitivamente.
No olhar sistêmico, se aborda tanto as correlações com Pai como com a Mãe,pois ambos são mais que "pilares" em nossas vidas, porém, muitas vezes, ao olhar da criança, geramos expectativas, sonhamos alto, ao olhar para nossos Pais e esquecemos que são seres humanos, não são perfeitos, cometem equivocos, são vulneráveis, ainda que possam não reconhecer e entre muitas questões, podem falhar sim! Não são infalíveis!
Nós também Não!
O sucesso profissional é algo que vai além de conquistas materiais, creio. Vem da riqueza do que nos empenhamos, do amor com que fazemos as coisas, do como inspiramos pessoas, como geramos benefícios e posso dizer SIM, me considero uma pessoa que conquistou muito!
Não me refiro a cifras! As cifras são uma consequência de algo que não se mensura...
Mas, toda vez que o tema sucesso financeiro, ou sucesso profissional me chega, até por conta das Constelações Familiares Sistêmicas, este é um tema muito procurado para se Constelar e aí eu me pergunto:
O que falta ver?
Estamos a serviço de quem?
A resposta que me faz muito sentido hoje, é: SIM! Estou a serviço da Vida.
Observo, que entre "perdas" e danos, o balanço é positivo e aos 6.2 tenho orgulho de mim, sem pretensas falas e você?
Você tem orgulho de sua trajetória?
Você se considera uma pessoa de sucesso,porque prisma?
Você se contrataria?
Você costuma fazer um retrospecto de vida?
Conseguiria listar aqui, questões que configuram sucesso na sua vida?
Você se sente devedor (a),em algum aspecto?
Que tal listar suas Fortalezas e Fragilidades?
Então, faça este exercício consigo mesmo(a).
Depois, se por acaso, seguir se lastimando pelo que não fez, pergunte-se:
O que ou quem, falta em sua vida?
Não existe fracasso quando se busca "Fazer"...faz sentido?
Bem, vamos então refletir juntos e fazer este exercício,ok?
Agora, deixo aqui, uns referênciais de leitura para se você quiser ir mais fundo no tema, sob a visão das Constelações.