domingo, 12 de maio de 2013


Gratidão  Maria Guiomar,Gil Collares

Nesta Carta de  "hoje", reflito ontem e o amanhã...


Faz pouco conheci Gil Collares  onde  também  desenvolvo trabalhos  sociais...
Muito embora  o sinta com a Alma,e nossos Espíritos e Corações já se conhecessem desde sempre.

Amigo, irmão, Parente...vou começar falando  em sua Mãe LINDA! 
Esta  mulher  que  encanta ,doce, forte, fragilidade,fortaleza tudo dança nela!!
Ultimamente  tenho sido mais que presenteada  com encontros e reencontros  que me dizem tanto!!!

Cada um tem lá seus  ensinamentos,seus percalços, seus desafios, dolorosos por vezes  e não somos diferentes, mas temos algo sim,algo que está relacionado, "talvez"  ao fato de  sabermos bem onde  nossas  raízes foram plantadas  e quem fomos,somos e onde  estamos indo...

Maria Guiomar, nesta noite  ,antes  de  seu filho  contar   que estava completando 35  anos,e antes de  entrar  "em cena"(MARAVILHO!!), eu  observava, sentia..Pois  havia  ido  ao local, sozinha e  normalmente  não costumo sair  à noite, só,mas  era  uma  situação MUITO ESPECIAL!!

Me  ajeitei,coloquei  a roupa condizente  ,sentindo nestes  desenhos, MÃE ÁFRICA! 
Indios e negros..Tantos  caminhos trilhados! Tanta memória
Logo a voz  de  todos os ancestrais, cantos e cantos de muita gente,  ecoavam  dentro de  mim,!!



E  Tudo começou em Canoas Maria..Uma bela tarde, seu filho e eu,preparávamos uma vivência em grupo no CREAS(onde  trabalhamos) e começamos à colocar músicas...
Eis  uma delas..

Não tivemos como não flutuar,não é Parente?

Mágico,não "MAMA Maria"! Permita-me assim te chamar!
Quero muito lhe  dizer  aqui ao pé do ouvido..que  ao lhe abraçar, SENTI,Mãe,através dos teus olhos que me contavam  tantas  histórias, e como te disse,os  "golpes"  da  Vida,são conquistas que  nos fortalecem cada vez mais!
O "Cokar Indígena" tem sua  razão profunda nesta  trilha..Onde  Guerreiros  e Guerreiras podem  curvar-se, ajoelhar...mas  Jamais DESISTEM e renascem  porque  suas  raízes  falam,seus cantos  são entoados em tamanha proporção que  ninguém os segura!!!

Voamos Maria!!  Voamos  Gil!!
Quero  aqui  reforçar meu apreço incondicional, eterno e GRATIDÃO!!!
Gil,naquela tarde  em que dançamos  juntos   no salão,preparando  a vivência juntos, meu irmão,amigo,  foi mais que Mágico!

Maria, Linda  Familia tens, gerastes  Filhos(as)Lindas  e  não é á toa que escrevo aqui, hoje, esta Carta  que estava guardada para  este DIA...

Felicitações Mboroxy, Nhandexy
Mãe...

Por Todos os Nossos Ancestrais!!

Aguyjevete hína ñande ypykuéra, ñande sy, ñande ru.. Hese, ñaime ko'ápe, ha ko'ángaite, upeicharamo, ñande mandu'a va'erã akói hese! 
(Estou agradecendo muito aos nossos ancestrais, nossa mãe, nosso pai... É por causa deles que estamos aqui!














domingo, 5 de maio de 2013

  Porto Alegre, 5  de  Maio/2013...



Quero aqui  agradecer á  Isabela Camine, Senira Beledelli que me  entregaram esta preciosa  Obra, com preciosas  Cartas que dispensam aqui comentários. devem ser LIDAS!
Abro  com uma  delas, para  reforçar  o fio condutor deste  espaço..

Cartas de Rosa Luxemburgo e Antônio Gramsci

Um pouco mais próximo ao nosso tempo, em meados do século XIX e XX,
encontramos Rosa Luxemburgo e Antônio Gramsci. Dois importantes pensadores e
políticos, cujos ideais de vida marcaram o seu tempo, especialmente pela luta em favor
da vida e liberdade de seu povo, pela contestação às injustiças sociais e pela forma

como se opuseram a elas. Ambos se destacaram pela capacidade de derrubar muros e
construir pontes. Em momento algum traíram seu projeto, sendo fiéis até o fim, mesmo
que isso tenha lhes custado à morte.
Rosa Luxemburgo (1871-1919) era judia, polonesa, jornalista, teórica marxista e
líder revolucionária. Muito cedo aprendeu falar fluentemente o alemão, o polonês e o
russo e, mais tarde, o francês. Uma mulher corajosa, escritora e excelente oradora.
Viveu e estudou na Alemanha, onde ingressou no Partido Social Democrata. Mulher
forte, cuja ideologia a fez perseverante até o último dia de sua vida, roubada a tiros
pelos Freikorps20. Suas “Cartas da Prisão” (1983), escritas e revistas com tempo e
dedicação, expressam e asseguram que princípios e valores humanos não devem ser
negociados por valor econômico algum, em nenhuma hipótese. Em 18 de novembro de
1918, com apenas 47 anos, poucos dias antes de sua execução, Rosa ainda encontrou
força para escrever uma carta a um casal de amigos, Marie e Adolf Geck, que tinha
acabado de perder o filho em um conflito. Em tom profético, Rosa escreve aos amigos,

Meus queridos, não se deixem vencer pela dor, não deixem o sol, que
sempre ilumina sua casa, desaparecer diante desse acontecimento
desesperador. Todos nós estamos sob o domínio do destino cego, meu
único consolo é o amargo pensamento de que também eu talvez seja em
breve mandada para o além – talvez por uma bala da contrarrevolução que
espreita de todos os lados. Mas, enquanto viver, continuo ligada a vocês
pelo mais caloroso, fiel e profundo amor, e quero compartilhar com vocês
todos os sofrimentos, todas as dores.

Antônio Gramsci (1891-1937) era italiano, filósofo, político, cientista político,
comunista e antifascista. Seus muitos anos de prisão em diferentes cárceres, entre
1926 e 1937, lhes possibilitaram escrever 478 Cartas, que compõem um
interessante “romance de formação”. De cunho social e político, estas
extraordinárias Cartas guardam memórias inéditas de um homem profundamente
inconformado com as questões sociais de seu tempo, inclusive a educação. Suas
cartas também denunciavam as condições desumanas do cárcere. Foi a forma de
ocupar seu tempo: lendo, escrevendo, projetando um outro mundo possível. São
cartas que falam do sonho de se ver livre e de como deveria ser a instituição escola
de seus filhos e das crianças italianas, dentro do projeto social que o fazia lutar,
mesmo vivendo em condições desumanas, privado de liberdade física.

10 de maio de 1928
Caríssima mamãe,
Não quero repetir o que já te escrevi tantas vezes para sossegar-te quanto
às minhas condições físicas e morais. Eu queria, para ficar tranquilo de fato,
que tu não te amedrontasses nem te perturbasses demais, seja qual for a
pena que me derem. Que tu compreendesses bem, e também com o
sentimento, que eu sou um preso político e serei um condenado político,
que não tenho e não terei nunca de envergonhar-me desta situação. Que,
no fundo, a detenção e a condenação eu mesmo as quis, de certo modo,
porque não quis jamais mudar as minhas opiniões, pelas quais estaria
disposto a dar vida e não só ficar na cadeia (Carta de Gramsci a sua mãe)

Aqui, nos cabe uma reflexão: ninguém pode prender um sonho e nem impedir
alguém de sonhar; ninguém pode matar a esperança de um povo sofrido a lutar...


Deixarei aqui este  convite, para  que  compartilhemos  junto ao fogo, sempre, nossas  falas, cartas, do Ontem, do Hoje...por UM NOVO AMANHÃ...


Ensaios  de uma  Simples  caminhante...